ações que podem nos salvar das ameaças climáticas
Atualizado: 20 de nov. de 2020
De queimadas na Amazônia até as polêmicas sobre o aquecimento global,
empresas apostam em tecnologia e inovação para alcançar o equilíbrio ambiental

De acordo com o Banco Central Europeu, o mercado de ações pode ser um forte aliado na luta contra as ameaças climáticas. Por esse caminho poderíamos contribuir para o alcance das metas estipuladas pelo Acordo de Paris, assinado em 2016 visando unir esforços para frear as mudanças no clima, relata a instituição.
Segundo os autores do artigo, se um país quer deixar o carbono para trás, ele deve promover iniciativas de financiamento verde, como títulos de dívida verde, e desenvolver seus mercados de ações. E o que são financiamento e título de dívida verde? São títulos de renda fixa de longo prazo criados para captar investimentos no mercado e tendo como principal objetivo fomentar, de forma positiva, projetos de tecnologia, cuidado ambiental e proteção climática
com impacto social.
E as ações? Bom, as pessoas e instituições que querem ganhar dinheiro comprariam ações, mas de empresas que busquem o desenvolvimento ecológico e ajudem a promover negócios que respeitam o meio ambiente. As empresas conseguiriam captar dinheiro no mercado a partir de projetos de inovação tecnológica com foco na ameaça climática, principalmente em um momento em que o debate público tem sido crítico em busca de demonstrações de respeito ao clima por parte das corporações.
Dessa forma, empresas que empregam tecnologia verde em seus serviços receberiam mais investimento direto do mercado acionário por, claramente, serem conhecidas por essa classificação, o que traria mais retorno aos seus acionistas. Enquanto isso, empresas focadas em carbono teriam que buscar crédito com governos e grandes bancos, o que torna a captação muito mais demorada e burocrática.
Outro ponto forte para o mercado acionário é que os próprios acionistas, como investidores
das empresas, podem pressionar as companhias a se tornarem verdes e desenvolverem mais tecnologias que evitem o aumento no número de desastres ambientais.
E é claro que essa pressão tem surtido efeito. Recentemente, um fundo de investimento
estrangeiro trilionário decidiu não investir na Vale, uma das maiores mineradoras do mundo e a responsável pelas tragédias de Mariana e Brumadinho, por perceber que a empresa tem causado impactos negativos no meio ambiente onde atua.
Também há casos de outros fundos de investimentos significativos que têm reiterado o
posicionamento de retirada de seus valores do Brasil caso nenhuma atitude firme e clara seja tomada frente às queimadas na Amazônia.
Sendo assim, é possível ajudar a criar um mundo melhor se você olhar bem onde e com quem investe. A pergunta que você deve fazer agora é: a empresa em que eu invisto respeita o
meio ambiente?
É bom pensar!



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